O que funciona ou não na luta contra a balança

A obesidade tem crescido de tal modo que se tornou um assunto de saúde pública

A obesidade tem crescido de tal modo que se tornou um assunto de saúde pública

O Brasil não copiou apenas o modelo econômico dos Estados Unidos, como também aderiu aos seus hábitos alimentares. A indústria alimentícia dos fast-foods e comidas industrializadas tomam conta do mercado. Infelizmente, esse tipo dealimento pouco saudável se tornou popular, levando uma população inteira a criar hábitos alimentares que resultam na obesidade da nação. O Brasil já possui metade do seu povo acima do peso e 16% já atingiu a obesidade, segundo pesquisa da Vigitel.

A obesidade tem crescido de tal modo que se tornou um assunto de saúde pública. As complicações relacionadas à doença são diversas: diabetes, problemas cardíacos, dores corporais, asma e muitos outros. Nosso país desembolsa mais de R$1 bilhão por ano por causa do excesso de peso dos brasileiros, sendo que o SUS arca com mais de R$ 600 milhões com gastos anuais.

Além de acarretar sérios problemas à saúde, o excesso de gordura também é um problema estético. Existem culturas que ainda idolatram as pessoas acima do peso, como acontece na Índia. Entretanto, não é preciso muito esforço para perceber que a nossa cultura é obsecada pela magreza. Essa obseção levou muitas pessoas, principalmente mulheres, a testarem os mais diversos tipos de dietas.

DIETAS MALUCAS E O EFEITO SANFONA

Uma que está atualmente na moda é a dieta da princesa Kate Middleton, também conhecida como Dukan. Assim como a dieta da proteína e do astronauta, esse planejamento alimentar retira da nutrição cotidiana os carboidratos.

Entretanto, não é uma boa escolha deixar de comer esse nutriente. Os carboidratos são a nossa principal fonte de energia, responsáveis por atividades corriqueiras como andar, correr e trabalhar. Ou seja, seu consumo é vital para sermos pessoas produtivas. Sem ele, o sentimos tonturas e fadiga constantemente, além de estar degradar nossa massa muscular e sobrecarregando a função renal.

Existem muitas outras opções de dietas “malucas”, como aquela que só é permitido tomar sopas, e todas apresentam o mesmo defeito: trata-se de métodos com  perda de peso temporários. Ao enjoar das sopas ou de qualquer outra restrição alimentar apresentada pela dieta, a pessoa volta aos seus velhos hábitos alimentares e consequentemente engorda (esse é o efeito sanfona).

Pessoas que buscam encontrar medicamentos que irão deixá-las magras também estão fadadas ao efeito sanfona por serem uma solução momentânea.

REDUÇÃO DE ESTÔMAGO

Como última alternativa para quem sofre de obesidade e não consegue emagrecer, está a redução do estômago. Para frisar bem, é uma última opção, pois o procedimento apresenta riscos, complicações cirúrgicas e exige acompanhamento pós-cirúrgico. Além disso, metade das pessoas obesas que fazem redução de estômago volta a engordar parcialmente, e 5% ganham todo o peso novamente, segundo médicos. Por isso, não adianta apenas se submeter à cirurgia bariátrica: é preciso mudar de hábitos e ter uma reeducação alimentar para o resto da vida. Essa dica serve não apenas quando o assunto é a redução do estômago, mas também para quem pensa em tomar medicamentos ou aderir às dietas da moda.
Fonte: Blog da Saúde

Artigos relacionados

Comentários